Metacrilato

O processo conhecido como METACRILATO é hoje um dos mais apreciados e usados por galerias de arte contemporânea ao redor do mundo. Consiste na impressão da fotografia em papel fotográfico, em geral fosco, para em seguida ser prensada entre duas placas, sendo a frontal feita de vidro acrílico (polimetil-metacrilato de metilo, ou PMMA). O processo tem diversas vantagens em relação a outros tipos de impressão:

  1. MAIOR QUALIDADE: permite que as cores fiquem mais vibrantes, isola a fotografia da umidade e agentes oxidantes, preservando a qualidade da fotografia por muito mais tempo, se comparado ao uso de vidro e moldura. O acrílico tem 92% de transparência (superior ao vidro).
  2. MAIS AMPLITUDE: dá à fotografia uma profundidade, tridimensionalidade, amplitude e liquidez que o vidro não produz, pela própria característica de refração e penetração de luz do acrílico.
  3. MAIOR RESISTÊNCIA: o acrílico é o material mais resistente entre os plásticos incolores. É ainda 11 vezes mais resistente que o vidro, protegendo melhor suas fotografias no tempo.
  4. MAIS SIMPLICIDADE: o processo dispensa molduras, levando apenas um perfil de acrílico, poliestireno ou alumínio na parte traseira da montagem, deixando-a pronta para ser pendurada na parede. O uso de moldura é opcional e depende do gosto do cliente.
  5. ECOLOGICAMENTE CORRETO: o metacrilato não solta gases tóxicos ao queimar e pode ser 100% reciclado, recuperando a sua matéria-prima original, ao contrário da maioria dos outros plásticos.

As técnicas de metacrilato vêm ganhando muito espaço na confecção de ampliações fotográficas. São uma alternativa às molduras clássicas de obras de arte, trazendo um ar mais contemporâneo e simples às fotografias.

O processo de produção do metacrilato por meio de polímeros elásticos foi patenteado pelo suíço Heinz Sovilla-Brulhart em 1969. Com o passar do tempo e com a queda de sua patente, novos processos foram desenvolvidos e novos polímeros criados.

Alguns processos usam filmes adesivos de poliéster com qualidade óptica. O uso desses filmes porém produz um resultado questionável, pois com o tempo e a variação de temperatura, sofrem um processo de delaminação. Outros processos usam um sistema de polimerização neutra, frontal ou total, para a fixação da imagem ao acrílico, para aplicação em fine arts.

Os processos de polimerização frontal, derivados de Sovilla-Brulhart, colam a imagem no acrílico usando um polímero elástico e um catalizador.  Apenas poucas empresas realizam este processo, que conta ainda com um adesivo na parte de trás da montagem para a colocação de outra chapa de acrílico, poliestireno ou ACM (alumínio composto). O problema, segundo especialistas, parece ser que o adesivo usado no verso pode, com o tempo, alterar a cor da imagem em função do caráter não neutro da sua cola.

A polimerização total é o processo mais complexo de todos, usando o mesmo polímero neutro para colar a frente e o verso da imagem. O tempo para a produção é um pouco maior, mas garante que a imagem fique preservada em um ambiente inerte de ambos os lados, sem interferência química. Poucas empresas produzem este tipo de metacrilato, mas é este processo que buscamos em nossos fornecedores.

Assim como a polimerização frontal, a polimerização total conta também com algumas opções de materiais na parte de trás das montagens, que podem ser chapas de acrílico (PMMA), poliestireno standard (PS) ou alumínio composto (ACM). Essas opções são escolhidas na hora de montar o quadro de fotografia com o metacrilato transparente na frente e a espessura total desejada é em geral o que vai determinar a composição final.

A primeira opção é a montagem de uma chapa de poliestireno standard (PS) de 1mm ou 2mm, colada ao metacrilato transparente de 2mm. Os produtos assim são comercializados como tendo 3mm ou 4mm no total. Se o quadro tiver uma moldura, recomenda-se a confecção em 3mm, que é uma montagem mais barata, leve e flexível. A moldura, neste caso, ajuda a manter o conjunto livre de deformações. Caso o quadro não tenha moldura, mas ainda assim esteja dentro de um tamanho máximo de 90x60cm, é possível usar a chapa de PS de 4mm sem risco de deformação.

3mm

4mm

A segunda opção consiste no uso de uma chapa de alumínio composto (ACM) de 2mm colada ao metacrilato. O ACM é construído com duas chapas de alumínio de 0,5mm cada e um núcleo de polietileno de baixa densidade. É uma combinação muito dura e resistente, podendo servir para quadros grandes, sem moldura e sem risco de deformação. Nesse caso, utiliza-se uma chapa de metacrilato transparente de 3mm e o produto final é comercializado como tendo 5mm no total.

5mm ACM

A terceira opção consiste em usar uma chapa de metacrilato preta de 2mm, colada a outra de metacrilato transparente de 3mm ou 5mm. Este processo é igualmente resistente e não deforma em formatos grandes. Os produtos finais são comercializados como tendo 5mm ou 7mm no total. O “padrão galeria” em geral é o de 5mm, sendo que usa-se 7mm (mais caro) para dar maior profundidade às fotografias.

5mm

7mm

* Imagens: Instaarts.com

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